O seu endereço é:
http://bart1914.blogspot.com/
Obrigado pela sua visita.
Mostrar mensagens com a etiqueta Justo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Justo. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
PARABENS, do Costa
Amigo Justo!
Olha para o que te havia de dar… fazer anos. Não tinhas algo mais importante que somar mais um ano? Ainda se fosse fazer anos para diminui-los…
Bom, o melhor mesmo é que tu chegaste até aqui coisa que outros nossos camaradas não conseguiram… Mas para que continues assim com toda essa força de viver e somar mais uns bons pares de anos, aqui te deixo um conselho e uma reflexão.
Hoje é o teu aniversário e por isso aí vão uns conselhos: Sorri enquanto tens dentes, se alguém te chamar de velho, bate com a bengala e quando ele correr, tu atiras a tua dentadura nele ehehehehehe!!!!
Um forte abraço amigo Justo!
Costa
________________________
Vês que tudo na vida normalmente tem dupla utilidade.
ABRAÇOS
________________________
Grande Costa
Para ti em dobro os desejos amáveis.
Força e genica, quanto a mim QB...a coisa rola bem, quanto a atirar a dentadura...fazes lembrar aquela anedota já com barbas, do tipo que apostou com o amigo que conseguia dar dentadas em ambos os olhos???!!!
Feita a aposta o "rapazinho" tira um olho de vidro e zás, da-lhe uma dentada.
O amigo ficou danado...vá, agora e o outro???
O amigo não esta de modas, tira a dentadura e prega nova dentada do outro olho!!!!!
Vês que tudo na vida normalmente tem dupla utilidade.
ABRAÇOS
José Justo.
O aniversário do Justo.
Hoje é o dia do Aniversário do Justo
PARABENS CAMARADA
A melhor prenda que este ano tenho para te dar são estas breves palavras para que possa recordar de cenas passadas contigo em Tite e, que delas dou conhecimento aos demais que também contigo conviveram.
Como sabem o Justo era meu companheiro na suite que ocupávamos em Tite.Passávamos noites a falar. Das cenas vividas na nossa querida Lisboa. Do Bairro Alto,da Escola Veiga Beirão e, das nossas “aventuras” nos bilhares do Rossio,no Cinema Condes, etc.
Ele adormecia sempre mais tarde e por vezes, como devem calcular ficava a falar “pró boneco”. Acordando-me quando em voz mais alta me dizia: A merda do “leon” apagou. O quarto está cheio de mosquitos, acende lá essa merda.
Mas das muitas cenas recordo; aquela quando tudo “zarpou” para Bissessema, na tentativa de recuperar os nossos três camaradas raptados e para reforço à companhia.
Ficamos (como se recordam) uma vintena de homem no aquartelamento. Mal armados, mal municiados e acagassados.Se o inimigo fosse para Tite em vez de se dirigir para Bissessema a captura era em muito maior numero. E é aqui que surge uma ideia genial do Justo e que eu não aprovei.
A janela do quarto do Centro Cripto ficava mesmo em frente e na direcção da porta-de-armas. A ideia do rapaz era montar uma “breda” nessa mesma janela.Dizendo ele: Olha Pica os gajos vão entrar pela porta-de-armas e nós daqui…pumba! Dizendo eu: Pois É. Os gajos são muito bem educados. Costumam entrar pela porta e se calhar hoje até limpam os pés. Em anexo a foto em que o Justo se inspirou.
Pica Sinos
Pica como recordei esta do "quem são eles".
Creio não me enganar que esse petisco foi nas casernas no alinhamento do edifício das tms onde os "Paras" se instalaram aquando daquela operação em grande.
Tenho a impressão que foi nesse ataque que eu e nosso Cavaleiro nos enfiamos debaixo da grossa mesa do CCp a bater o dente e sempre a espera de "uma" encomendada para nos.
Nunca mais esqueci esse ataque; O estrondo dos rebentamentos, a fumarada que se metia pelas janelas,os gritos do pessoal, o cheiro intenso a cordite...enfim foi um duro batismo de fogo.
Recordas aquela granada de morteiro deles, que rebentou junto da paliçada em frente ao CCp, cuja chapa ficou parecia renda de tantos estilhaços?
Enfim amigo, gostei de ler e ver o texto (la estou eu ao cantinho na foto de grupo com os velhinhos do batalhão que fomos render, e como os invejava).
Como sempre esta "rápido, preciso e conciso"...o lema da nossa especialidade, lembras-te.
Um queijo pra ti e continua a desbravar os terrenos desconhecidos!!!
José Justo.
Hoje é a vez do José Justo fazer anos
Parabens ao companheiro José Justo.
Que tudo te corra bem na vida, amigo e que tenhas saude, são os nossos votos sinceros.
Em jeito de comemoração, a seguir publicamos um texto do Pica que te é dedicado. E também uma musiquinha para te alegrar o coração.
Muitos Parabens por mais este aniversário.
LG.

Que tudo te corra bem na vida, amigo e que tenhas saude, são os nossos votos sinceros.
Em jeito de comemoração, a seguir publicamos um texto do Pica que te é dedicado. E também uma musiquinha para te alegrar o coração.
Muitos Parabens por mais este aniversário.
LG.

O Justo (o Zé das Osgas) era (é) um contador de histórias exímio. Forte a sua personalidade. Todos tinham por ele grande admiração. Recordo-me de bons momentos passados com este camarada.
A forma de estar do Justo “era não estar ali”, era como se estivesse a ter….sei lá (?) um sonho mau, um grande pesadelo. A cerveja, os cigarros que “comia”, os seus desenhos, os trabalhos manuais, as suas fantasias eram (são ainda hoje) o seu escape. Ou seja: ele estava-se nas tintas para o que lhe diziam. Contava religiosamente os dias que faltavam para o regresso, mas eu sei que….não era alheio às questões e aos problemas.
O Alferes (periquito) dava pelo nome de Vaz Pinto. Foi comandante do pelotão Daimler. Hoje infelizmente já não se encontra fisicamente entre nós.
Não embarcou connosco quando da formação do Batalhão em Lisboa, apresentou-se no quartel em Tite bem mais tarde, nos termos de/para rendição. (penso eu)
O Alferes, homem de cavalaria, formado na mais exigente disciplina militar, não podia admitir aos seus subordinados, fossem eles do pelotão Daimler ou quando na função de oficial de serviço, o uso da farda, mesmo de trabalho, estivesse em desacordo com o regulamento militar instituído.
O Alferes, homem de cavalaria, formado na mais exigente disciplina militar, não podia admitir aos seus subordinados, fossem eles do pelotão Daimler ou quando na função de oficial de serviço, o uso da farda, mesmo de trabalho, estivesse em desacordo com o regulamento militar instituído.
O alferes, dada a sua pouca permanência no teatro da guerra, ainda não tinha tido tempo de se aperceber, que nós, os “velhinhos”, estávamos fartos de levar porrada. A “farda” que vestíamos era pobre em número de peças e nunca fora substituída. As botas estavam gastas; as camisas com os botões da cada cor; os colarinhos das ditas já só com as entretelas e mesmo estas rotas; os calções esburacados e calças feitas calções, etc. Levando a que muitos de nós mandássemos fazer calções e, não só, aos “alfaiates” muçulmanos que abancavam à porta do “branco”. Os calções eram feitos de pano reles e, não incorporavam resguardo ou suporte para segurar os “tins-tins”. Enfim uma coisa feita em três tempos, mas servia!
O Justo, por sistema não usava cuecas com o que quer que fosse e, no refeitório, numa tarde chuvosa, eu e o meu camarada almoçávamos em frente um ao outro, bem preocupados com as formigas de asa não fossem elas cair no prato, quando, o nosso Alferes, de bengali na mão, dizia….È você! Oh militar!
Como verifiquei que a chamada não era para mim, nada disse. Mas o Alferes não desistia…É você, não ouve? Oh militar!
Já muitos olhavam na direcção do Alferes e da nossa, mas…. O Justo nada! Até ao momento que o chamei a atenção dizendo…deve ser contigo!
É comigo? Disse o Justo… É….disse o Alferes!
Que se passa? Continua o Justo.
Isso que tem aí pendurado, diz o alferes apontando o bengali em direcção ás pernas. E acrescentando….não são propósitos de um militar.
Olha este! Diz o Justo, alto e bom som….onde quer ele que ponha os………. em cima da mesa? Uma gargalhada geral no refeitório não se fez esperar.
Dias depois, o Alferes Vaz Pinto percebeu o espírito de equipa que reinava em Tite. Que grande camarada ele foi.
Raul Pica Sinos
__________________
Raulao
Como não consigo comentar no post próprio (nao abre "comentarios) aqui vai uma pequena nota: Fiquei a admirar imenso o alferes Vaz Pinto, e era com ele e vários camaradas que estava a beber umas bazzokas (que foi buscar a messe de oficiais)naquela noite do ataque e que "empurrado" me enfiei na Daimler e vai de fazer fogo pela estrada Nova Sintra abaixo. Ja contei esta historia no Blog. Ele pertencia a uma família muito conhecida de excelentes tenistas portugueses na época. Grato pelos teus textos..e olha cá vai um forte aperto de ossos.
Um abraço para o amigo Santos Oliveira e tudo de bom p'ra ele.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A 21 de Setembro de 2009, o Justo escrevia assim
A 21 Setembro 2009, o Justo escrevia assim no seu blog
O evento aqui descrito refere-se um almoço, o primeiro, em casa do Carlos Reguila, após ele ter sido encontrado, passados 42 anos de separação e depois de muita procura mútua a caminho do reencontro:
O Pica, Contige, Alcantara, Correia, Reguila, Marinho, Guedes e Victor Barros - que trupe... todos na casa do Reguila. As tabuinhas não são o fado da Amália, mas o trabalho do Justo...
"Quadro de familia"
Não...não são família, nem colegas de trabalho, nem pertencem a nenhum clube de bairro ou Associação de bem fazer.
São oito homens que nasceram no mesmo ano, e andaram sempre juntos dois anos em Tite, na Guerra da Guiné. http://bart1914.blogspot.com/
José Justo.
* - Sta Bárbara padroeira dos Artilheiros.
Felizmente, e por boa estrela, regressaram da guerra e foram cada um às suas vidas, que ficaram por viver durante três longos anos de serviço militar obrigatório.
Pelo grande mérito, pricipalmente de dois dos presentes, desde hà um ano, consegiram-se contactos que levaram entre vários anteriores almoços de convívio, a este em especial...
Especial por ser o último, e porque só muito recentemente se reencontraram ao fim de quarenta anos de vidas dispersas.
Comeram, beberam e falaram do que já lá vai, do passado e do que por cá vai, no presente !!
Para estes artilheiros, vai a minha lembrança com este boneco de grupo, e o grito *...vai Santa Bárbara !!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Troféu merecido ao Pica - pelo Justo
Amigos PUM-PUM
Perante a atenta, minuciosa observação e constatação da qualidade extra da listagem efectuada pelo Raulao, (deves ter tomado um frasco inteiro de charope da paciência) aqui vai uma gracinha para o dito cujo.
Pela parte que me toca obrigadinho e cá guardei para memoria futura.
Tudo de bom PRA BOCEZES
José Justo
__________________
Bem merecida esta homenagem, a premiar o trabalho árduo do Pica, na actualização da listagem de moradas de todos nós.
Obrigado amigo.
Abraços
Leandro Guedes.
Perante a atenta, minuciosa observação e constatação da qualidade extra da listagem efectuada pelo Raulao, (deves ter tomado um frasco inteiro de charope da paciência) aqui vai uma gracinha para o dito cujo.
Pela parte que me toca obrigadinho e cá guardei para memoria futura.
Tudo de bom PRA BOCEZES
José Justo
__________________
Bem merecida esta homenagem, a premiar o trabalho árduo do Pica, na actualização da listagem de moradas de todos nós.
Obrigado amigo.
Abraços
Leandro Guedes.
O dia do Justo... e o seu humor!... para descontrair.
PARABÉNS PELO NOSSO DIA!!!!
Para todos aqueles que são lindos de paz,
Lindos de coração
Lindos de espírito
Lindos de sabedoria
Lindos de inteligência
Lindos de alegria
Lindos que contagiam
Lindos de simpatia
Lindos por viver bem todos os dias de sua vida!
E lindos por reconhecerem que erraram e que serão lindos por perdoarem
E LINDOS PORQUE A VIDA É LINDA.
QUE VC TENHA UMA LINDA SEMANA.
José Justo.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A Enfermaria em Tite - pelo Justo
A Enfermaria de Tite
O Guedes sugeriu, e eu lá vou puxar pelas semeas, a ver se sai prosa...
Eu da enfermaria de Tite francamente só me lembro de um “cubículo” muito pequeno que ficava perto da porta de armas!!!
Já li no Blog a descrição de um edifício fora do quartel, e embora me lembre do dito cujo nunca imaginei, nem disso me lembro, de ser uma enfermaria??!!
Referindo portanto a “enfermaria cubículo” recordo, para já, três tristes episódios a que ligo aquele espaço:
O do nosso camarada que durante a penosa construção da estrada de Nova Sintra, pisou uma mina antipessoal, ficando com ambas as pernas decepadas.
Relatado, já no quartel por um dos elementos da brigada de obras, o que se passou foi que em marcha, de súbito terem ouvido um rebentamento. Como habitualmente o pessoal deitou-se nas bermas e posicionou para responder ao fogo de uma possível emboscada.
Como o rebentamento foi ouvido em Tite, do posto de radio contactamos o pelotão, sendo a resposta, que se tinha verificado um forte rebentamento, mas nada mais se seguiu, sendo levados a pensar que algum animal, no mato, tinha detonado uma mina.
Pouco tempo passado, comunicaram para o quartel que havia um ferido gravíssimo, e que com a explosão da mina o corpo tinha sido projectado para fora da picada, sendo os gemidos que alertaram o pessoal.
Este companheiro, tinha poucos dias de Guine, e disseram-me que devia estar de reforço num dos postos avançados no exterior do primeiro arame farpado. Já em fuga procurando o abrigo mais próximo, foi surpreendido por um rebentamento nas suas costas, que por fatal destino o atingiu tão severamente. Cruel destino...
O estilhaço de granada torna-se uma arma altamente mortífera. A alta velocidade a que se desloca fruto do rebentamento e o facto de ir quase ao rubro, como metal fundido, tem um poder de penetração e destruição no corpo humano medonha.
Outro caso, mas este embora parecendo que acabaria tristemente, assim não aconteceu:
O pessoal da “picagem” de estrada (para detectar minas anticarro e antipessoais) no caminho para o Enxude, por vezes tentava caçar umas rolas, que eram sempre bem recebidas para mais um petisco entre amigos, pois da comida do rancho geral, nem vale a pena tecer comentários.
Já na enfermaria, foi pedido helicóptero para evacuação da “mulher grande” (nativa adulta) para Bissau, o que aconteceu.
Claro que todo pessoal pensou que seria mais uma vitima das circunstancias!!!...surpresa??!!...passaram-se poucos meses e para espanto de todos, a nossa mulher grande apareceu em Tite com duas “nhecas” (galinhas), para oferecer, não lembro a quem, acho que ao enfermeiro do batalhão que por sinal andava sempre pendurado nas tabancas, e que convencia as nativas a tomar comprimidos LM* para “não lhes secar o leite”!!!!
(Nalgumas raças da Guine, a mulher após ter um filho, não tem relações conjugais durante dois anos, pois acreditam que o leite secara e não podem alimentar os filhos).
Por aqui me fico. Talvez venha a recordar mais algum episódio, que trarei a estampa.
*LM - Comprimido “tipo aspirina” fabricado no Laboratório Militar, que dava para tratar todas as maleitas dos militares!!!!
José Justo
Subscrever:
Mensagens (Atom)






