Por motivos técnicos tivemos que voltar ao nosso blog inicial.

O seu endereço é:

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Obrigado pela sua visita.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O aniversário do Palma


Com dois dias de atraso, finalmente o almoço em honra das 66 primaveras do Palma.
Com dois dias de atraso, porque o nosso camarada, no dia em que passou o aniversário com a família, ao comer o arroz de lingueirão, uma destas espécies marítima, não lhe “assentou” lá muito bem!
É o que ele diz.
Na verdade, nenhum dos presentes que com ele partilhou tal “petisco” se sentiu indisposto dos intestinos.
Cá para nós, todos os que hoje com ele comeram o bacalhau au lagareiro no Pragal, como sempre bem regado (oh Justo não te preocupes porque nós enquanto conduzimos não bebemos. Paramos sempre), foram (são) da opinião, que tal indisposição se deveu à água-pé, ingerida um dia antes numa petiscada com o Contige, sendo que este também hoje, se apresentou “amarelado” e com o bigode mal aparado.
Bem, não interessa!
O nosso camarada hoje já se apresentou apto! A forma como deu ao dente foi visível para todos nós que a crise foi ultrapassada e que está pronto para outra! E tudo indica que a próxima seja em Espanha, mais propriamente na Calle Rinconá nº 35 – 21440 Lepe – Huelva Res.Lá Penha Flamenga. Local onde o Zé Manel, no próximo mês de Novembro, quer festejar connosco também as suas 66 primaveras. Olé
A propósito desta deslocação seria bom, para questões de organização, e para que ninguém fique melindrado, dissessem atempadamente quem está disposto a participar. O telemóvel do Zé Manel, é de todos conhecido.
Tenham um bom dia
Pica Sinos, e os demais na foto.
Referir ainda que o fotografo desta vez foi o Carlos Azevedo, por isso não é visível no retrato, temos pena!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Palmadas? Só se perderam as que cairam no chão...


                NO MEU QUINTAL NEM SÓ AS ROSAS
METIAM COBIÇA


No meu antigo Bairro das Furnas, a minha morada de casa, na sua frontaria, tinha um pequeno quintal que, para além de muitas flores, detinha duas árvores de fruta, um pessegueiro e uma macieira.
Quem o tratava e se preocupava por estar sempre arranjado e bonito, era a minha querida mãe, a D. Georgina.

Este meu quintal era separado por um corredor de ripado pintado de cor verde. Num dos lados, tinha plantado na sua extensão uma roseira. Brotava as chamadas rosas príncipe preto. As suas pétalas eram de um impressionante vermelho aveludado. Amiúde via a vizinhança a admirar a beleza de tais rosas e, o desejo de as possuir. O roseiral era de tal forma bonito e cobiçado que, foi determinado pela minha mãe, a proibição de arrancar as rosas por quem quer que fosse. Dizia, então…as minhas rosas são para nascer e morrer na roseira.

No outro lado do corredor, a acompanhar também o ripado na sua extensão, estava plantado jarros brancos. Minha mãe chamava-as de “flores de casamento”. Apareciam com a primavera, mas proliferavam sobretudo na estação Outono/inverno.
A D. Georgina costumava decorar a sala da entrada da minha casa com estas flores, e oferecer às vizinhas quando lhe pedissem.
De resto o quintal estava provido de alguns alvéolos/canteiros com amores-perfeitos de cor variada, cravos e crisântemos. E vasos com outros tipos de flores cujo nome desconhecia.

Se bem que gostasse de tudo no meu quintal, eram os jarros que me metiam grande cobiça. Sobretudo a espádice amarela que existia (existe), bem no meio da flor. Travesso, sempre que tinha a oportunidade, enfiava os dedos no fundo do “copo”, lá se ia o “filete”. Ficando eu, com os dedos pintados de amarelo, ocultando tal travessura (até um dia) aos olhares da minha mãe.

Em conclusão: Uma dada vez não me contentei a arrancar o “amarelo” de uma só flor. Apanhado, nem tive tempo sequer de esconder as mãos de algo ”pintadas”. A D. Georgina, do molho de jarros que arrancou, sem o “dito cujo”, não se fez rogada em o espatifar cá no rapaz, enquanto procurava eu, fugir a toda a velocidade do quintal.
Pica Sinos

A 21 de Setembro de 2009, o Justo escrevia assim

A 21 Setembro 2009, o Justo escrevia assim no seu blog

O evento aqui descrito refere-se um almoço, o primeiro, em casa do Carlos Reguila, após ele ter sido encontrado, passados 42 anos de separação e depois de muita procura mútua a caminho do reencontro: 

O Pica, Contige, Alcantara, Correia, Reguila, Marinho, Guedes e Victor Barros - que trupe... todos na casa do Reguila. As tabuinhas não são o fado da Amália, mas o trabalho do Justo...


"Quadro de familia"

Não...não são família, nem colegas de trabalho, nem pertencem a nenhum clube de bairro ou Associação de bem fazer.
São oito homens que nasceram no mesmo ano, e andaram sempre juntos dois anos em Tite, na Guerra da Guiné. http://bart1914.blogspot.com/
José Justo.


* - Sta Bárbara padroeira dos Artilheiros.
Felizmente, e por boa estrela, regressaram da guerra e foram cada um às suas vidas, que ficaram por viver durante três longos anos de serviço militar obrigatório.

Pelo grande mérito, pricipalmente de dois dos presentes, desde hà um ano, consegiram-se contactos que levaram entre vários anteriores almoços de convívio, a este em especial...
Especial por ser o último, e porque só muito recentemente se reencontraram ao fim de quarenta anos de vidas dispersas.

Comeram, beberam e falaram do que já lá vai, do passado e do que por cá vai, no presente !!

Para estes artilheiros, vai a minha lembrança com este boneco de grupo, e o grito *...vai Santa Bárbara !!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O "VLOG" DO FERNANDO

Companheiros
Pela mão do Raul Soares, chegou-nos este video interessante e cheio de lições de vida...
É muito interessante. Vale a pena ver e ouvir.
Pedimos desculpa apenas, por alguma palavra mais "aguda"...

Imagens do Blog - dica do Justo.

Companheiros
Conforme já perceberam o blog tem estado em manutenção, por parte da Google.
Então o Justo alertou-me para o seguinte:
Quando se pretende visualizar em ponto grande qualquer foto da coluna central, ela agora aparece com um fundo preto e não se consegue aumentar mais. Isto acontece de há dois dias para cá. Mas se repararmos, no canto inferior esquerdo estão lá umas letras pequeninas, que dizem: imagens do http://bart1914/.... e se clicarmos nessas letras, aparece uma nova janela, voltamos a clicar na foto e ela aumenta muito mais.
Vão tentando até aprenderem, que eu não duro sempre, embora não saiba se um dia morro...
Abraços.
LG e Justo

domingo, 18 de setembro de 2011

E vai mais um ano para o Palma


Neste dia de mais um aniversário, um grande abraço de parabens ao Palma.
Que tenhas muita saúde amigo, na companhia de todos os teus.

Muitos Parabens

isto é um mimo do Pica, para o Palma

e este é um mimo do Justo, para o Palma

tlf do Palma -  929 403 523
Os nossos Parabens.

sábado, 17 de setembro de 2011

O imperador NERO...


Hipólito
Quem não chora não mama...aqui vai um boneco em teu louvor, que por sinal ate mereces.

Deu trabalhinho mas para ti....TUDO.

BRAÇOES
Justiniano Augusto
______________
Do Costa:

Eheheheh! Agora é que ninguém o pára mais! Com toda aquela pose, nem mesmo uma foto dele lá em casa de CMDT dos Bombeiros se compara rrrssss!!!
José Costa

Do Pica Sinos

Muito bem Justo. O que é seu, seu a seu dono.
É um ditado muito antigo.
Mas podias vestir ao homem uma camisola do Porto.
Assim, com aquele esbelto corpo, faz inveja a muita gente

Ainda o reencontro com o Esmoriz...

Transcrevemos a seguir vários emails trocados sobre o reencontro com o Esmoriz:
.
Caro Leandro Guedes,
 Estou mesmo muito feliz por ter proporcionado o encontro entre Amigos de Guerra. Estou igualmente sensibilizada com todo o Vosso carinho. Procurei o Vosso Amigo com muito gosto e empenho pois, como disse, saberia o quão importante seria. Apesar de, por acaso, pois até não sou muito doçeira, adorar pasteis de feijão, não precisa de estar com esse incomodo.Agradeço e também desejo-lhe o melhor para si e para a sua família
Um abraço,
Rosário Relva
__________________
Caro José Costa
Já vi o Vosso blog, um bem haja a todos! Não era preciso tudo isto, todo o
meu empenho foi porque sabia que seria para uma boa causa... e ainda bem que
todos ficaram felizes!
Rosário Relva
_______________
Eis a Srª Drª presidente da junta de Esmoriz...simpática, bonita e
prestável. Um viva para ela
José Justo

Galo Velho. Um pouco de humor, pelo Pica



Não sabemos se este video é para o Hipólito ou se é para o Costa.
Para qualquer um deles fica bem entregue...
Abraços.

Misse Guiné Bissau 2011

Juventude, aqui vão fotos da Miss Guine Bissau 2011....que olhos lindos!!!
Chama-se Emisa Gomes Mendes, tem 24 anitos e um 1,74 m.
Para que conste aqui fica o registo.
Bom fim semana e um queijo
José Justo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O ESMORIZ (ANTONIO ALVES PEREIRA) FOI ENCONTRADO, PELO COSTA...


Amigos!
Mais um elemento que estava desencontrado e graças a um pedido que dirigi (ver emails) à Snra. Presidente da Junta de Esmoriz que de imediato se prontificou a localizá-lo. Esta Senhora de seu nome Rosário Relva em poucas horas fez um trabalho de louvar… encontrou o ESMORIZ!
Agora, todos os companheiros que queiram falar com ele e ou que com ele mais conviveu lá na Guiné, façam o favor de lhe ligarem, OK?!
Eu já falei com ele, está de boa saúde reformado e a biscatar… já fez perguntas sobre alguns dos nossos companheiros mas não soube responder a todas as perguntas. Prometi-lhe num próximo almoço levá-lo comigo.

ANTÓNIO ALVES PEREIRA
Avenida da Vinha, 177
3885 – ESMORIZ
Telemóvel: 918 862 426

Eis as comunicações ente mim e a Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, Rosário Relva, a seguir:
___________________  

Exmo. Senhor Presidente da
Junta de Freguesia de Esmoriz
Os meus melhores cumprimentos.
Eu chamo-me José Pinho da Costa e procuro um amigo que combateu no Ultramar Português, cujo nome principal é:  ANTÓNIO ALVES PEREIRA, conhecido pela alcunha de: “O Esmoriz”.
Juntamente com alguns amigos que combateram em TITE  na Guiné-Bissau no período de Abril 1967 a Março 1969, procuramos e já localizamos alguns bravos dessa época, falta-nos entre outros o “ESMORIZ”.
Este era o nome pelo qual ele era mais conhecido no Batalhão de Artilharia 1914 CCS 1967/1969.
Este bravo combatente deve de ter hoje a idade de 65/67 anos a foto acima foi feita lá na Guiné entre 1967/1969.
Será que o snr. Presidente pela foto acima nos pode dar alguma ajuda na localização deste amigo desencontrado?
Temos um Blogue onde procuramos confraternizar e dar a conhecer alguns momentos bons e maus passados nessa época e gostaríamos de colocar o nosso “ESMORIZ” no Blogue, o endereço é: http://bart1914-guine.blogspot.com
Reitero cumprimentos
José Costa
Telem: 964 013 329
 ______________________
Caro José Costa,

Vou fazer todas as diligências no sentido de lhe dar o contacto.
Aguarde notícias minhas, pois sei a importância que tem o encontro de alguém com quem connoso partilhou momentos destes.

Com os meus melhores cumprimentos,

A Presidente da Junta,

Rosário Relva
 _________________________
Exma Senhora Presidente,
Pode crer que eu e os ex colegas de combate ficaremos muito reconhecidos se porventura nos conseguir saber notícias deste companheiro de armas.
Cumprimentos
José Costa
 _______________________
Caro José Costa,

Tenho excelentes notícias para lhe dar. Já encontrei quem procurava apesar de existirem em Esmoriz duas pessoas com o mesmo  nome e já falei com o seu companheiro ao telefone para lhe perguntar se lhe poderia ceder o contacto móvel. Autorizada a dar, aqui vai: é o 918862426.
Sou a actual Presidente da Junta mas tenho formação em Sociologia, por isso, sei muito bem, como pessoa e Socióloga como esta notícia vos deixará muito contentes! Fico muito feliz por ter ajudado.

Os meus melhores cumprimentos,

A Presidente da Junta

Rosário Relva
 _________________________
Exma Senhora Presidente,
A senhora nem imagina como eu e demais amigos que a partir deste momento e graças aos bons ofícios da Senhora, vai fazer com que o telefone deste nosso amigo nem pare de tocar e no próximo convívio ele “tem” de estar presente porque esse é o desejo de todos nós.
Desde já e se me permite, quero associar o nome da senhora no nosso Blog pela forma espontânea e nunca demais realçar o carinho com que “aderiu” á nossa causa.
Bem haja pra Senhora e para o Povo de Esmoriz que tão bem V.Exa. representa.
José Costa
_____________________
Oh Costa
Eu nem acredito
Tanto que procurei por este maganão ( e por ti também) quando do inicio dos almoços há 22 anos atrás e nada consegui e agora tu numa penada consegues encontrá-lo.
Parabens amigo.
Amanhã vou-lhe telefonar mesmo correndo o risco de ele não se lembrar de mim que é o mais natural.
Mas se estiveres novamente com ele, mostra-lhe a foto que aqui publico e talvez ele se lembre de mim.

Parabens amigo pelo esforço e consequente bom resultado.
Um abraço.
Leandro Guedes.
____________________
16/09/2011 - 12 h.
Telefonei há pouco ao Esmoriz e foi uma alegria, embora me pareça que ele não se lembra bem de mim, mas pouco interessa.
Disse-me que a Esposa é muito doente e que ele continua o mesmo reguila de sempre.
Disse também que está reformado, mas que tem um biscate de guarda noturno para equilibrar as finanças.
Ficou combinado que num próximo almoço vai aparecer, já que o Costa se prontificou a trazê-lo. Talvez lá para os lados da Marinha Grande, organizado pelo Victor Barros.
Mas está imensamente agradecido ao Costa e à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, por o terem encontrado. Diz que ontem teve telefonemas até perto da meia noite, tal foi a quantidade de companheiros que o contactaram depois de saberem que tinha sido encontrado.
Abraços para o Esmoriz, para o Costa e os nossos cumprimentos e agradecimentos à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz.
Leandro Guedes
____________________

Carta enviada hoje, via email:
"Torres Vedras, 16 de Setembro de 2011.

Exma Senhora Presidente da
JUNTA DE FREGUESIA DE ESMORIZ
Senhora Dra. Rosário Relva
Av. 29 de Março
 3886 Ovar

Exma Senhora
É com imensa alegria que venho agradecer a V.Exa. o facto de ter contribuído decisivamente para o reencontro do nosso amigo ANTÓNIO PEREIRA, após solicitação do nosso amigo José Costa.
Como V.Exa. compreenderá estes reencontros deixam-nos muito contentes, pois há mais de 42 anos que nos separamos sem nada sabermos uns dos outros, apesar de tudo (quase…) termos feito para nos reencontrarmos. Estivemos somente dois anos uns com os outros, num quadrado fechado por arame farpado, em sérias dificuldades e isso deu-nos um valor de amizade muito sentido. Como nós dizemos: AMIGOS NA GUERRA AMIGOS PARA SEMPRE.
Mais uma vez os nossos sinceros agradecimentos, com votos de saúde para V.Exa e seus familiares.
Cumprimentos
Leandro Guedes
__________________
Vejam na montagem anexa se não somos parecidos...ou melhor éramos.
Sempre quero ver se passados todos estes anos as semelhanças se manterão...era giro.
José Justo
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VIVA
MAIS UMA VEZ ME SUPREENDE ,A GRANDE AMIZADE ENTRE VÓS ,ESTÃO NOVAMENTE DE PARABENS POR TEREM ENCONTRADO ,MAIS UM BRAVO.
UM GRANDE APLAUSO PARA A PRESIDENTE DA JUNTA ,E TAMBEM PARA O SR COSTA ,E TAMBEM PARA TODOS VÓS ,NOS DIAS DE HOJE CADA VEZ SE VÊ O QUE SE PASSA NESTE BLOG É DE LOUVAR
UM BEM HAJA PARA TODOS VÓS
 PS - DEIXEM DESCANSAR UM BOCADO O SR HIPOLITO . AH, JA AGORA SR HIPOLITO AS SARDINHAS DO LIDL CONGELADAS SAO UM ESPECTACULO
Cleo e Carlos Rodrigues Justo

o HIPÓLITO NOS CAMINHOS DE SANTIAGO...

A ficar “xarangado” . . .
E, para escrever, há que assentar a “perereca”, o que não é fácil.
Responsabilidade acrescida e exigível a um poeta talhado (para grandes voos e de futuro risonho, como o n/ querido líder, Guedes, não escreveu, por manifesto lapso, mas deixou subentendido nas entrelinhas).

Para esquecer, estas férias.
Só para terem uma ideia.
A minha consorte, já no final, saiu-se com esta, mui apropriadamente:
- Estes moinantes, teus ex-colegas, aqui, duma assentada, caídos de paraquedas, seguiram a tropa?
- Porque perguntas?
- São cá uns lateiros! Marchou tudo, ficamos depenados . . .

Em resultado do que, mesmo, mesmo, quase a esticar o pernil . . . já só “marcham” os restitos do tempo das vacas gordas.
Lá sosseguei a patroa, prometendo que tinha inscrito a m/casa no programa, em curso lá no burgo, de desrratização, desbaratização e desmosquitização.
E de que já tinha encomendado um sistema de electrificação (com a respectiva placa – “aviso – perigo de morte”) para portas, janelas e portinhola (para esta, os dois programinhas), precavendo um futuro ameaçador.

Para me ressarcir do acolhimento que, à algarvio de Tavira, os da gaveta por debaixo da mesa, lhes proporcionei, propus-me a um périplo.

Mas, mãos que não dais, por que esperais?
Na Marinha Grande, primeiro apeadeiro, um cafezito, no LIDL, por mais em conta;
Em Peniche, umas sardinhitas e uns carapaus (caldeirada de grilo);
Na do Reguila, oiçam só:
Treze sardinhas, uma das quais “moída” e que me tocou, para quatro, com a recomendação de que a dona da casa, só ela, arrumava com 18 (sardinhas);
Daqui, recambiado para Cascais, tabanca do Pires. Outra vez, sardinhas (estas vermelhas, a que minha mãe chamava de “ardidas”, e em que não toquei, sequer, por temer da vesícula;
Outra vez “xutado” pr’á do Reguila. Uma sola, chouricito e uns feijãozitos, também do LIDL, e toma lá que já almoçaste;
Para finalizar e já de regresso, após 16 horas, sem “tirar o freio”, atraco na do Contige.
E não é que, outra vez, sardinhas, estas muito maiores, da Terra Nova, marca RiberAlves, e uns ossitos, pareceram-me, de algum cãozito que o Contige, na viagem para o Meco, tenha atropelado.

Bem esteve o Guedes, em optar por aturar os netos (quatro) e a sogra (só uma!?) . . ., como esteve o Marinho, em não querer acamaradar com tal tropa.

Só mais duas notas, que me estão agarradas ao gasganete:

À “pita”, algarvia, sobretudo da foz do Êta, sempre chamei um figo. 
Lânguidos e curvilíneos, tão andaluzes, qu’inté os apêndices tocavam castanholas!
De saudosa memória! . . . Fica, e a não perder, a ideia.
É capaz de ser mesmo praga que me rogaram, como, alguém, sugeriu, há tempos e “abicado”, afloradamente, num comentário.
Matemático, ao segundo dia, na Fuzeta, tão genuinamente algarvia e onde até as dívidas  esqueço, soltam-se-me as águas.
É um alívio, do 2º andar, lá do alto, desopilar, de leque, por trás, e, de assobio, pela frente.

Adeusinho, agora “boue” a Santiago de Compostela, malhar com a môna lá no calhau, a ver se melhoro.
Volto já.
Todo vosso,
Hipólito

Troféu merecido ao Pica - pelo Justo

Amigos PUM-PUM
Perante a atenta, minuciosa observação e constatação da qualidade extra da listagem efectuada pelo Raulao, (deves ter tomado um frasco inteiro de charope da paciência) aqui vai uma gracinha para o dito cujo.
Pela parte que me toca obrigadinho e cá guardei para memoria futura.
Tudo de bom PRA BOCEZES
José Justo
__________________
Bem merecida esta homenagem, a premiar o trabalho árduo do Pica, na actualização da listagem de moradas de todos nós.
Obrigado amigo.
Abraços
Leandro Guedes.

O dia do Justo... e o seu humor!... para descontrair.

PARABÉNS PELO NOSSO DIA!!!!
  

 Para todos aqueles que são lindos de paz,
Lindos de coração
Lindos de espírito
Lindos de sabedoria
Lindos de inteligência
Lindos de alegria
Lindos que contagiam
Lindos de simpatia
Lindos por viver bem todos os dias de sua vida!
E lindos por reconhecerem que erraram e que serão lindos por perdoarem
E LINDOS PORQUE A VIDA É LINDA.
QUE VC TENHA UMA LINDA SEMANA.

José Justo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Todos temos os nossos dias maus...

Companheiros
Surgiram alguns desaguizados, sobre os convites, feitos ou não, para os anteriores almoços em casa do Reguila e em Peniche.
Pensei se havia ou não de publicá-los, mas depois de muito pensar entendi fazê-lo, para que entendam que não é fácil lidar com estas situações e para que vejam que nem tudo são rosas.
Não podemos é virar costas uns aos outros, porque foi muito dificil encontramo-nos...
-  O Marinho gosta de ir e nós gostamos que ele vá. Andamos muitos anos à produra dele.
- O Pica faz o que pode e já faz muito e tem sido um grande obreiro na procura de companheiros, conforme várias vezes aqui temos dito.
- O Reguila é certo que também convida quem quer para sua casa, mas é um homem cheio de boa vontade e simpatia hospitaleira. Também andamos muitos anos à sua procura.
Por fim, procuramos realmente publicar no blog todos os almoços planeados e como estão aqui mencionados os nºs de telefone de toda a malta, é fácil contactar uns e outros para que ninguém fique de fora. O blog serve para isso mesmo, além de muitas outras coisas.
Agora não vamos amuar!
Convivam e abracem-se porque já temos pouco tempo para o fazer...
Leandro Guedes
Aqui vão os emails trocados:
______________________
o primeiro, do Marinho:
Olá Pica
Fiquie muito aborrecido por não ser convidado para o almoço que fizeram em Peniche parece-me que sempre contribui para estes convivios sei que preciso sempre de boleia mas se disserem o que tenho de pagar eu pago teria muito gst em ir para conviver com os meus companheiros de guerra mas cheguei à conclusão que quem muito tem muito vale.                    Em relação ao almoço na casa do Carlos Reguila nada tenho a dizer pois ele convida quem quer!
Pois a partir deste momento não estou desponivel para os vossos almoços.
Tudo de bom para o grupo dos amigos
  Carlos Marinho
____________________
do Pica Pica Sinos:
Marinho

Defacto quando nós chegamos a velhos começamos a ver coisas onde não as há.
Quem foi o antifrião do convite foi o Henrique e foi anunciado no blog que tal encontro
ia existir. Só não foi quem não quiz!

Terás que compreender que eu faço o melhor que posso e se a malta não entra em
contacto com os demais para saber de coisas não são os outros obrigados, se bem que o tenha feito e muito nesse sentido.

Agora fiquei a saber que de futuro não estás disponivel. Logo, sabes que na nossa idade
quanto menos trabalho melhor.

Tem um bom dia amigo e quando precisares de mim é só dizeres que eu dentro das
minhas possibilidades responderei à chamada.

O que é que queres dizer com o "quem muito tem muito vale"?

Se entendi bem todos nós temos muito e muito valemos. Ouviste ou queres que faça desenhos.
Pica Sinos
____________________
do Costa:
Oh Marinho…
Porra não te chateies!Eh pá a malta não pode andar de campainha na mão! Por isso existe um Blog onde se dá conhecimento de algumas brincadeiras de gastronomia e não só. Tens de estar atento e passares por lá diariamente assim, nada te escapará. E olha que este teve muita publicidade!Se reparares bem, faltou ali muitas caras conhecidas e “habitués” destas tertúlias e ao que penso ninguém ficou aborrecido!Bom, tás perdoado… na próxima que houver eu mesmo te enviarei um email e vais ter de aparecer porque senão apareceres vais pagar a multa por inteiro… ou eu não fosse um “gajo do norte carago”!
Abraço
____________________
do José Justo:
Amigos, nem parece do Marinho a tirada sobre o almoço??!!
Ja temos idade para não cair nestas cenas, mas também todos temos os nossos dias maus.
Marinho, cai na real, capitão, já não basta a crise que nos esta a apertar rapaz.
O pessoal não merece!!!
Bons sonhos pra ti e um abraço
____________________
do Leandro:
Ainda sobre este assunto, publicamos a seguir um excerto dum artigo há tempos publicado neste blog, precisamente sobre as relações entre nós, militares ou ex-militares:

"As relações entre nós militares – por fim, este é o ponto mais delicado e por causa dele escrevemos este modesto artigo. Tinhamos em Tite, duas Companhias, chegamos a ter três, dois Pelotões e uma Secção. Ao todo devia prefazer perto de 300 homens. Fechados num quadrado, vedado a arame farpado e bidons de chapa cheios de terra, no meio do mato, junto a uma Tabanca. A tensão era muita. A 19 de Julho de 1967, sofremos o primeiro ataque de noite, sem sabermos própriamente o que isso era. Os estragos foram muitos como demonstram varias fotos publicadas neste blog. Outros ataques se sucederam. A enfermaria era o local onde eram recebidos feridos e mortos em combate e foram bastantes. Acidentes mortais com viaturas e armas de fogo. Era o stresse total. As relações neste ambiente, muitas vezes degradavam-se e as coisas não corriam bem. Era o soldado com o cabo, o cabo com o furriel, o furriel com o sargento, com o alferes, ou mesmo com o capitão (foi o meu caso, por uma coisa simples), o sargento com o alferes e por aí fora. Mas todas estas quesilias serviram para cimentar aquela frase que nós temos vindo a dizer e que é “AMIGOS NA GUERRA AMIGOS PARA SEMPRE”. Todos tivemos pequenos problemas com este ou com aquele, culpa nossa, culpa do outro, não interessa, agora passados que são 42 anos.Mas nem sempre as feridas se sararam."
______________________
do Hipólito:
Muito bem.
Opinião e comentários de muito bom senso.
São, seguramente, muitas mais as causas que nos devem unir do que o contrário.
Um abraço de concórdia a todos os bravos "guerreiros".
Hip.
___________________
BOA TARDE ,
EU SO GOSTAVA DE DIZER ,O SEGUINTE COMO VISITANTE ASSIDUO ,DO VOSSO BLOG,
SR MARINHO NAO FAÇA ESTA GUERRA COM OS SEUS CAMARADAS ,POIS A PIOR GUERRA VOÇES JA PASSARAM,
TENHA CALMA E CONTINUEM COM ESTA GRANDE AMIZADE ,E CAMARADAGEM,DESTES LONGOS ANOS QUE É DE LOUVAR E DE SE VER ,UM BEM HAJA PARA TODOS VOS,E SAUDE
E COMO DIZ O SR JUSTO... UM DIA FELIZ


de Cleo e Carlos Rodrigues
 cleo_carlos@live.com.pt

Lembrando dois amigos falecidos, na Guiné

Meus amigos
Ao longo destes 42 anos que já se passaram, desde o nosso regresso do Ultramar, têm sido com certeza inúmeras as vezes que todos nós nos temos lembrado (e continuaremos certamente a fazê-lo), de companheiros de guerra, de episódios por lá vividos, alguns deles em que tivemos intervenção activa, outros onde fomos apenas figurantes e outros ainda, talvez, apenas meros espectadores, ou ouvintes….
Mas toda essa vivência, todas essas experiências pelas quais passámos, marcaram-nos a todos de forma tão intensa, que hoje continuamos a recordar tudo o que por lá se viveu, quer nos encontros que realizamos, quer através destes pequenos relatos que cada um se disponibiliza a escrever, quando à sua memória chegam tais lembranças.
E é nessas alturas, quando me vêm à memória lembranças desses tempos, que algumas vezes penso em dois amigos já falecidos, que, tal como nós, também estiveram em combate na Guiné e por isso hoje venho aqui recordá-los.
Ambos se chamavam “Tony”;
Ambos eram meus amigos;
Ambos estiveram a lutar na Guiné;
Ambos faleceram durante o período da nossa permanência por aquelas paragens…..
- Um deles, o António Pinto, foi um amigo desde antes da escola primária, companheiro de brincadeiras, tinha a alcunha de “Tony Galo”, não sei bem porquê, mas talvez porque, sendo “Pinto”, um dia chegaria a “Galo”.
- O outro, o António Lima, conheci-o mais tarde, já na fase da escola secundária, mas era também um amigo, tinha a alcunha de “Tony Preto”, talvez devido à sua côr morena.
Enquanto eu estive na Guiné nunca ninguém me disse que estes meus amigos tinham falecido, um em Fevereiro e o outro em Maio de 1968 – nem amigos, nem familiares - . Todos se calaram, talvez porque pensassem que em Tite não havia choro e ranger de dentes….
Só soube das suas mortes, após o regresso à Metrópele.
Em conversas anteriores à nossa partida,  fizemos contas à vida...
Mas, infelizmente, estes dois amigos faleceram em combate, sendo que o Tony Galo se encontra sepultado no cemitério de Paranhos e o Tony Preto no cemitério de Prado de Repouso, ambos no Porto.
Em jeito de homenagem a estes meus amigos, a seguir transcrevo um poema escrito por uma amiga comum, também ela já falecida pouco depois do nosso regresso da Guiné, poema este dedicado na altura ao Tony Preto:
"A UM AMIGO MORTO
Ao Tony

Morreste-me irmão (eras como se o fosses, podes crêr)
levaste contigo saudades sem conta,
lágrimas salgadas cheiinhas de dor,
que por serem tantas estou da tua cor.

Eras-me tão querido (a mim e a todos!...)
oiço-te falar, com tua voz grossa,
porque embora longe, continuas perto,
vejo o teu sorriso tão franco e aberto...

A minha homenagem (a minha e a dos meus)
fica nestes versos sinceros, sentidos.
Sei que me escutas, pois estás na Verdade:
recebe saudades, saudades, saudades...
PT."

Leandro Guedes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O almoço em Peniche, organizado pelo Henrique

O Henrique

Amigos!Nunca o significado de: “Mais vale um pássaro na mão que dois a voar” se aplica tão bem neste caso que agora passo a narrar. Ontem de dia 8, fui encontrar-me com alguns amigos de armas dos tempos da guerra colonial que prestaram serviço em TITE-Guiné-Bissau. O encontro foi na linda cidade piscatória de Peniche. O anfitrião como não podia deixar de ser é o Henrique. Este amigo nado e criado nesta linda Cidade, recebeu-nos com toda a cortesia e amizade de mais de 40 anos no colo das suas gentes.Depois de um belo repasto, onde meteu sardinhas assadas na brasa, diga-se de passagem estavam uma delícia. Eu falo por experiência própria não fosse um “Vareiro” também nado e criado em Ovar. Já agora vejam este vídeo que fiz de umas fotos de minha autoria dos anos 80 na “minha” praia do Furadouro:


Sobre o repasto deixo para o Pica pois ele sabe bem descrever e com humor por vezes, o que se passou á volta da mesa.De regresso ao centro de Peniche, o Henrique falou que havia ali uma “tasquinha” que confeccionava uma das mais conhecidas especialidades de Peniche, os “S” doce típico da região. Lá chegados e perguntando á comerciante se tinha os famosos “S” logo disse que sim. Feito os pedidos pela rapaziada de umas tantas caixas, a senhora disse que o que havia não chegava mas, que ia arranjar mais. Para não ficarmos ali á espera, dissemos que ela preparasse uns tantos que mais tarde passaríamos por ali. Fomos dar uma espreitadela a outra confeitaria para adquirir os “amigos de Peniche” e demos com eles esgotados! Não desarmamos, sim porque de armas percebemos nós.

O Costa

Fomos a outra confeitaria e compramos os ditos “amigos de Peniche”. Pelo sim, pelo não, pedi á menina que colocasse dentro da caixa uns tantos “S”. E foi o que me valeu. Então de regresso á “tasquinha” para levantar a encomenda, cruzamo-nos com uns amigos do Henrique que vinham da direcção contrária á nossa com umas caixinhas de “S”. Na brincadeira até dissemos: Essas são as nossas caixas! Seguindo-se longas risadas de todos nós. Mas o último riso foi amarelo. Então na “tasquinha” estava a dita comerciante, nada simpática a confeccionar para ainda serem colocados no forno os “nossos S” pois aqueles que nos pertenciam e que tinham sido colocados de lado pra nós, os amigos do Henrique levaram! Daí, aquela máxima que a nossa comerciante colocou em prática. “Mais vale um pássaro na mão que dois a voar”.Resultado, não fosse eu ter pedido á menina de outro estabelecimento que me aviou os “amigos de Peniche” para colocar uns “S” misturados eu ainda hoje estaria augado!É caso para dizer: Que amiga (comerciante) de Peniche heim!